Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash <p>A <em>Revista Brasileira de Sexualidade Humana</em> (RBSH) é um importante periódico científico, com periodicidade semestral, que torna público e acessível os estudos relacionados à sexualidade realizados por profissionais de diversas áreas do conhecimento. É o órgão oficial de divulgação científica da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Tem como missão promover acesso a resultados de pesquisas sobre sexualidade tanto para a comunidade científica quanto para o público leigo.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana pt-BR Revista Brasileira de Sexualidade Humana 0103-6122 EDITORIAL https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/95 <p>...</p> Ana Canosa Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.95 EXPEDIENTE https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/102 Ana Canosa Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-24 2020-02-24 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.102 A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE DE FILHOS/AS AUTISTAS: https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/70 <p>A palavra autismo é derivada do grego “<em>autos</em>” com o sentido de “voltar-se para si mesmo”. As primeiras investigações do autismo iniciaram-se em 1911 pelo psiquiatra Eugen Bleuler, sendo estudado especificamente em 1943 pelo psiquiatra Léo Kanner, recebendo novas concepções a partir da década de 80 com a chegada dos Manuais Diagnósticos e Estatísticos (DSM) e da Classificação Internacional de Doenças (CID), sendo classificado atualmente como Transtorno do Espectro Autista (TEA).&nbsp; O que a literatura nacional oferece para compreender a sexualidade do autista? Para responder essa indagação foi realizado uma revisão bibliográfica sistemática e meta-análise nas seguintes bases de dados: SCIELO (Scientific Electronic Library Online) e BDTD (Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações). As palavras-chave foram autismo, Educação Sexual, família e sexualidade. Resultados: 07 trabalhos publicados (Scielo 01; BDTD 06) excluídos 02 não relacionados à temática. Foram analisados 05 na íntegra categorizados por eixos temáticos: familiares (3); professores (1); outros profissionais: fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e professor especialista (1). Nota-se um número insignificante de estudos focando a sexualidade do autista, essa realidade desvela a necessidade de investimento em formação profissional e multidisciplinar para orientar e dialogar com a família, escola, igreja e outras matrizes de sentidos acerca das manifestações afetivo/sexuais do autista.</p> Thais Rodrigues de Carvalho Nascimento Maria Alves de Toledo Bruns Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.70 ABORDAGEM ATUAL DA DOR NA RELAÇÃO SEXUAL (DISPAREUNIA) https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/66 <p>&nbsp;</p> <p>Introdução/Objetivo: A dor pélvica acomete 30% das mulheres na menacme com vida sexual ativa e destas 50% relatam dispareunia. Infelizmente, ainda hoje, muitos profissionais não lidam adequadamente com esta queixa e por isso muitas mulheres padecem deste problema. O objetivo do nosso trabalho é mostrar claramente como deve ser abordagem atual desta condição médica, para melhorar a qualidade de vida das mulheres que sofrem deste problema. Desenvolvimento: Primeiramente, conceitos errôneos e antigos devem ser modificados e atualizados, sendo o primeiro; a definição de dispareunia que deve ser entendida como a dor sentida exclusivamente durante a relação sexual, pois a dor sentida antes da relação deve ser entendida como dor pélvica de causa psicológica ou de dor pélvica de causa orgânica e a dor sentida após a relação sempre deve ser entendida como dor pélvica de causa orgânica. O segundo conceito a ser modificado é o de definição de dispareunia primária que deve ser entendido como a dor sentida decorrente do ato sexual pela desproporção do pênis com a vagina. O terceiro conceito a ser alterado é o da definição de dispareunia secundária que deve ser entendido como a dor devido a uma causa orgânica definida, por exemplo , endometriose. Deve-se acrescentar a definição de dispareunia mista que é a existência&nbsp; de dispareunia primária e secundária ocorrendo concomitantes. A definição de dispareunia superficial ou de entrada&nbsp; e a definição de dispareunia de profundidade deve ser mantidas como sempre foram entendidas, isto é: a primeira é dor sentida na entrada da vagina, portanto o vaginismo também é uma dispareunia superficial e a última como a sentida no fundo da vagina. Secundariamente, diante destes novos conceitos, deve-se introduzir nova sistemática de abordagem da dor pélvica&nbsp; e da dispareunia para solução deste grave problema. Conclusões: Os profissionais, que atendem mulheres com queixas de dispareunia, sabendo abordar o problema adequadamente, poderão beneficiar suas pacientes, para que tenham melhor qualidade de vida sexual.</p> <p>&nbsp;</p> Angelo do Carmo Matthes Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.66 A TECNOLOGIA APROXIMANDO RELAÇÕES NA LONGEVIDADE https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/97 <p>O presente estudo tem como objetivo avaliar a importância da tecnologia na promoção de qualidade de vida do idoso em suas interações socias, seja para socializar com o outro, seja para encontrar parceiros e parceiras a fim de dividir histórias e construir momentos, por meio de uma revisão bibliográfica realizada em diferentes bases de dados através de acesso à internet e levantamento bibliográfico em revistas, artigos e periódicos. Face ao envelhecimento da população brasileira, torna-se crescente a demanda do público longevo em aprender mais sobre tecnologias, havendo a necessidade de reestruturação de serviços em aprendizagens e inclusão nas redes sócias e aplicativos de seus interesses. São demandas necessárias para que se possam responder as suas necessidades, uma vez que essa faixa etária vem representando números significativos no uso da tecnologia. O público longevo, segundo as pesquisas, tem avançado a cada ano no que diz respeito a serviços ligados à tecnologia, como aplicativos de viagens, socializações e relacionamentos. Mostra que consegue derrubar tabus sobre sexualidade, prova suas capacidades sexuais ainda presentes e tira o estigma de idoso assexuado. Não importa se for só um dia, uma vez, uma noite, um abraço, um chá das cinco, um beijo e tchau, o importante é que a tecnologia aproximou esses momentos e uma história começa de um simples e rápido gesto.</p> Francisco Fabrício Firmino de Oliveira Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.97 FUNÇÃO E DISFUNÇÃO SEXUAL FEMININA DURANTE O CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/69 <p>A gravidez e puerpério são períodos da vida da mulher marcados por frequentes dificuldades sexuais. Inúmeros fatores interferem na função sexual nesse período, incluindo alterações hormonais, anatômicas, psicológicas e sociais. Objetivos: discutir as funções e disfunções sexuais femininas na gestação e<br>puerpério, os principais fatores associados, além da avaliação e manejo multiprofissional. Métodos: a estratégia desta revisão foi a busca de artigos revelantes nas bases de dados PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Scientific Electronic Library Online (SciELO), teses no banco de dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no perído do<br>de 1966 a 2019. Os artigos foram selecionados utilizando os seguintes descritores isolados e combinados:<br>(1) função sexual, (2) disfunção sexual, (3) sexualidade, (4) gestação e (5) puerpério. Resultados: a partir da<br>revisão de literatura realizada, foi escrito o presente artigo, que abordou a sexualidade feminina no período<br>gravídico-puerperal, concentrando o assunto em três grandes eixos: (1) função sexual feminina na gestação<br>e puerpério, (2) disfunção sexual feminina na gestação e puerpério e (3) abordagem da função e disfunção<br>sexual feminina na gestação e puerpério. Conclusão: a vida sexual da mulher no ciclo gravídico-puerperal<br>constitui um desafio adaptativo que exige profissionais de saúde preparados para falar abertamente sobre sexualidade com o casal, um tema ainda atualmente pouco discutido.</p> Tatiane Gomes de Araujo Sandra Cristina Poerner Scalco Daniele Varela Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.69 GÊNERO E SEXUALIDADE EM PESQUISAS E NA FORMAÇÃO CONTINUADA https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/98 <p>Temas relacionados ao gênero e sexualidade têm sido cada vez mais recorrentes no cotidiano escolar. No entanto, questiona-se: estariam as professoras e professores preparados para lidar com essas questões à medida que estão sendo cada vez mais comuns na escola e na sociedade? Compreendendo a complexidade em torno de tais temáticas, o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero e Sexualidade nas Práticas Educativas (Gesepe), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), vem desenvolvendo projetos de pesquisas e intervenções, com oferta de cursos de formação continuada para docentes do estado do Maranhão, com destaque para as discussões de alternativas teóricas e metodológicas que tratem das relações de gênero e questões da sexualidade no cotidiano escolar da educação básica. Dentre as ações desenvolvidas pelo Gesepe e objetivos das pesquisas, destacam-se: analisar as bases conceituais dos estudos de gênero e da sexualidade; compreender os processos de construção das relações de gênero e da sexualidade na educação escolar; refletir e intervir com ações voltadas à educação sexual em escolas de São Luís, em diferentes municípios do Maranhão, como forma de buscar alternativas para a desconstrução de mitos, tabus, preconceitos e discriminações sobre questões de gênero e da sexualidade. Como instrumentos de coleta de dados, inicialmente, são aplicados questionários a profissionais da educação do Maranhão, cujo objetivo é selecionar os participantes da pesquisa e da ação formativa do projeto. Articulado ao ensino e à pesquisa, como proposta de intervenção, é oferecido o curso de extensão Gênero e Sexualidade na Escola (GSE), na modalidade semipresencial. Para a efetivação do curso, são escritos textos teóricos e didáticos pela equipe executora do projeto, membros do Gesepe. Esses textos são estudados e discutidos durante as atividades do curso, momento em que se realizam observação participante, oficinas e minicursos, tanto para professores e professoras da educação básica, sujeitos da pesquisa intervenção, quanto para alunos e alunas da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Como resultados parciais de uma das pesquisas e ação formativa que aconteceu de janeiro de 2017 a dezembro de 2018, constatou-se a ampliação de espaços de discussão sobre as questões de gênero e sexualidade na educação escolar do estado do Maranhão.</p> Sirlene Mota Pinheiro da Silva Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.98 QUALIDADE DE VIDA APÓS O CÂNCER GINECOLÓGICO https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/67 <p>Muitas mulheres com malignidades ginecológicas serão curadas ou tornar-se-ão sobreviventes<br>de longo prazo. Diferentes tratamentos (cirurgia, radioterapia, quimioterapia) para cânceres ginecológicos<br>podem causar insuficiência ovariana ou aumento dos sintomas da menopausa, além de efeitos negativos a<br>curto e longo prazo sobre a saúde sexual e qualidade de vida (QV). O manejo dos sintomas menopausais e<br>da disfunção sexual é importante nos esforços para otimizar a QV dessas mulheres. O objetivo deste artigo<br>é apresentar uma visão abrangente da saúde sexual das sobreviventes de câncer ginecológico e discutir as<br>opções de tratamento baseadas em evidências. Método: Trata-se de estudo descritivo com abordagem<br>qualitativa para verificação do benefício e da segurança do uso de terapia hormonal nessas pacientes, bem<br>como os problemas de saúde sexual comumente encontrados e as opções para seu manejo. Resultados:<br>Dados disponíveis sugerem que o uso de terapia hormonal em pacientes com cânceres ginecológicos não<br>tem um impacto negativo no resultado oncológico e resulta em melhora dos sintomas vasomotores e geniturinários da menopausa. Evidências quanto à segurança do uso de terapia hormonal em mulheres com<br>neoplasias dependentes de estrogênio são escassas. A disfunção sexual é prevalente entre as sobreviventes<br>de câncer ginecológico como resultado de seu tratamento, impactando negativamente a QV. Muitas pacientes esperam que os profissionais de saúde iniciem uma discussão sobre sexualidade, mas a maioria nunca discutiu questões relacionadas à saúde sexual com seu médico. Conclusões: Profissionais da oncologia podem ter um impacto significativo na QV das sobreviventes de câncer ginecológico abordando os sintomas menopausais e as preocupações de saúde sexual. As candidatas à terapia hormonal em oncologia ginecológica incluem mulheres com menopausa induzida ou sintomas menopausais diagnosticadas com câncer endometrial de baixo grau, em estágio inicial, e cânceres de colo uterino, vulva, vagina e ovário. Estratégias simples podem ser implementadas na prática clínica para tratar as questões sexuais. O encaminhamento para provedores especializados em saúde sexual pode ser necessário nos casosmais complexos.</p> Nathalia Moreira ramalho Cintia Cardoso Pinheiro Carmen Lúcia de Paula Vandré Cabral Gomes Carneiro Jurema Telles de Oliveira Lima Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.67 TRANSTORNOS DE DOR GÊNITO-PÉLVICA/PENETRAÇÃO: UMA EXPERIÊNIA DE ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR EM SERVIÇO PÚBLICO https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/72 <p>Este estudo relata a implantação de uma abordagem interdisciplinar oferecida nas Disfunções Sexuais Femininas, para as pacientes com queixas de dor génito-pélvica/penetração. Trata-se de um ambulatório especializado para atendimento em saúde sexual, em um hospital público, localizado na região sul do Brasil. As pacientes são atendidas através de consultas-conjuntas, as quais reúnem no mesmo cenário ginecologista especialista em saúde sexual&nbsp; e fisioterapeuta pélvica, junto a paciente com o intuito de aperfeiçoar a assistência. O objetivo é compartilhar a experiência das autoras na condução dessa abordagem dos Transtornos de Dor Gênito-pélvica/penetração, buscando demonstrar que é possível atender as pacientes com queixa de dor na relação sexual em um ambulatório público pelo Sistema Único de Saúde, alinhando estratégias de tratamento, de forma interdisciplinar.</p> Tatiane Tatiane Gomes de Araujo Sandra Cristina Poerner Scalco Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.72 USO DE TESTOSTERONA EM MULHERES COM DIMINUIÇÃO OU PERDA DE INTERESSE/EXCITAÇÃO SEXUAL https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/71 <p class="Corpo">Disfunções Sexuais Femininas (DSF) são problemas comuns que atingem, em alguma fase da vida,<br>mais de 1/3 das mulheres. Os androgênios são importantes moduladores da função sexual feminina. Baixos<br>níveis de testosterona total e livre, androstenediona e S-DHEA estão associados a um menor desejo sexual<br>autorrelatado e há evidências de que o tratamento com baixas doses de testosterona é eficaz em mulheres<br>com Desejo Sexual Hipoativo (DSH) e deficiência androgênica. O objetivo deste trabalho foi rever as indicações de uso da testosterona por mulheres com disfunção sexual, doses, vias de administração e efeitos<br>colaterais mais comuns do medicamento. Trata-se de revisão da literatura, com artigos publicados entre<br>os anos 2000 e 2019, nas bases de dados da SciELO, LILACS e PubMed. As indicações do uso de androgênios<br>em mulheres são restritas. O tratamento é off-label e deve ser, preferencialmente, realizado com géis, cremes ou adesivos transdérmicos de testosterona. Não há segurança estabelecida em tratamentos por períodos maiores que 24 semanas. Pacientes com sintomas da deficiência androgênica e com indicação de tratamento devem ser submetidas à revisão laboratorial regularmente de modo a avaliar os eventuais efeitos adversos do excesso de androgênios.</p> Eduardo Siqueira Fernandes Pedro Raffael Farias Ferreira Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.71 CONQUISTAS E DESAFIOS DAS EDUCADORAS E EDUCADORES ATUANTES EM EDUCAÇÃO SEXUAL https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/99 <p>São urgentes e necessárias a formação inicial e a formação continuada de professores(as) para trabalhar a educação sexual nas escolas, sobretudo num período de forte conservadorismo. Com base em pesquisas e extensão universitárias desenvolvidas no período de 1995 a 2013 sobre a formação continuada<br>na área da educação sexual na Universidade de Londrina (UEL-PR), este texto pretende refletir sobre conquistas, superações e desafios interligados ao trabalho do(a) educador(a) e fornecer elementos que subsidiem a atuação dos(as) profissionais formadores(as). Entre algumas conquistas importantes para<br>a educadora que se dedica à educação sexual, podemos citar, por exemplo, o crescimento em sua visão pessoal a respeito da sexualidade, crescimento esse que pode refletir positivamente em sua vida sexual e a conquista de maior proximidade e amizade com seus alunos. Os desafios são vários e têm se acentuado devido à forte onda de conservadorismo. Um deles é a necessidade de superação da vergonha e do medo de falar sobre sexo. Concluímos que formadores(as) e educadores(as) necessitam conhecer os desafios e as alternativas que dão respaldo legal ao ensino da sexualidade nas escolas, para não se deixarem paralisar diante de ações repressoras feitas pelos inimigos da educação sexual. Necessitam, também, desenvolver o fortalecimento e a união dos profissionais que atuam nas escolas, começando pelo conhecimento do significado e do sentido da educação sexual planejada e intencional na vida de crianças, adolescentes e jovens.</p> Mary Neide Damico Figueiró Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.99 ABORDAGEM BIOPSICOSSOCIAL DE UM CASO DE DISFUNÇÃO SEXUAL MASCULINA https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/100 <p>Diagnósticos biopsicossociais, incluindo mecanismos de medicações, são importantes para o tratamento das disfunções sexuais. Um homem de 23 anos referia ser muito tímido e exigente consigo mesmo. Às masturbações fazia estimulação anal e apresentava ejaculação precoce (EP). Só tentou ter a sua primeira relação sexual há nove meses, quando teve disfunção erétil (DE). Desde então teve poucas tentativas, sempre com DE e EP. Estava com varicocele e espermograma alterado. Tem pai idoso e com dificuldades para deambular. Os diagnósticos foram DE, EP, fobia social, fortes traços obsessivos de personalidade, reação depressiva e excitação por estimulação anal pela qual tinha sentimento de culpa. O tratamento incluiu psicoterapia, Sertralina 25 mg, Diazepam e Sildenafila se necessário, além de exercícios sexuais e avaliação urológica. Foi sugerida cirurgia para a varicocele, mas esta não justificava as disfunções sexuais. Relutou em iniciar o tratamento e manteve a DE e a EP. Quando usou Sildenafila, não teve DE mas apresentou EP. Quando iniciou a Sertralina conseguiu o retardo ejaculatório. A Sertralina trata a fobia social e retarda a ejaculação pelo efeito da serotonina, melhorando a EP. Foi usada em dose bem baixa, mesmo porque inibe a libido. O Diazepam também causa disfunções sexuais, por isso foi evitado. Assim, com essas medicações associadas à psicoterapia passou a ter relações normalmente. Pouco tempo depois, suspendeu as drogas sem prejuízo da função sexual. Continuou a psicoterapia na qual foram trabalhados os seguintes aspectos: o sentimento de culpa em relação às fantasias de estimulação anal; a baixa autoestima; o medo de ser criticado; as fantasias em relação à varicocele e à perda de mobilidade dos espermatozoides; a auto cobrança excessiva e o fraco pai interno. Com a melhora da autoestima e da autoconfiança, passou a ter uma vida sexual saudável.</p> Arnaldo Barbieri Filho Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.100 ENTREVISTA COM O MÉDICO, SEXÓLOGO E ANTROPÓLOGO, DR. RICARDO CAVALCANTI https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/101 Tereza Cristina Pereira Carvalho Fagundes Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 30 1 10.35919/rbsh.v30i1.101