MÁSCARAS DE OXIGÊNIO AINDA CAIRIAM AUTOMATICAMENTE
HIV, AIDS E SEXUALIDADES DISSIDENTES NOS ANOS 1980
DOI:
https://doi.org/10.35919/rbsh.v37.1369Palavras-chave:
Aids, Preconceito, Saúde, Direitos Humanos, Material AudiovisualResumo
Este manuscrito, uma pesquisa bibliográfica e documental, constitui um artigo de opinião que se propõe a analisar a série televisiva ‘Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente’, exibida na plataforma de streaming HBO Max, sob a perspectiva dos acontecimentos reais que inspiraram sua criação, relacionados às sexualidades dissidentes e à epidemia de HIV-AIDS nos anos 1980. Optou-se pela revisão narrativa da literatura como procedimento metodológico, o que nos possibilitou tratar de temas como preconceito, luta por direitos humanos e as políticas públicas voltadas à infecção causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana. A análise confirmou a relevância da obra audiovisual no debate sobre as temáticas, ressaltando o papel significativo da arte na discussão de questões centrais para a sociedade. Contudo, entendemos que a minissérie poderia ter contribuído mais para: enfatizar a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), elemento fundamental da Constituição de 1988; rememorar a força dos movimentos sociais, como o Movimento Homossexual, na conquista dos direitos civis da população LGBTQIAPN+, sobretudo o direito à Saúde, incluindo as transformações ocorridas no acesso ao sistema sanitário nacional, que, antes do SUS, existia apenas para trabalhadores com carteira assinada; e a distribuição gratuita de medicamentos antirretrovirais para pessoas vivendo com HIV.
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