AUTOIMAGEM GENITAL NEGATIVA COMO PREDITORA DE DISTÚRBIOS SEXUAIS EM MULHERES

POSSIBILIDADES FISIOTERAPÊUTICAS

Autores

  • Pollyanna Pricila de Santana Vasconcelos Centro Universitário Brasileiro
  • Raquel Rayane dos Santos Souza Centro Universitário Brasileiro
  • Wagner Henrique dos Santos Centro Universitário Brasileiro
  • Josepha Karinne de Oliveira Ferro Centro Universitário Brasileiro
  • Renê Ribeiro Soares Centro Universitário Brasileiro
  • Sarah de Souza Mendonça Centro Universitário Brasileiro

DOI:

https://doi.org/10.35919/rbsh.v32i2.976

Palavras-chave:

Autoimagem, Saúde sexual, Genitália feminina

Resumo

É cada vez mais comum que mulheres expressem insegurança e insatisfação com a aparência de seus genitais, fato que pode influenciar negativamente a saúde física e psicológica, muitas vezes desencadeando disfunções sexuais. O objetivo deste trabalho foi descrever como a Autoimagem Genital Negativa (AIGN) pode ocasionar alterações da função e satisfação sexual de mulheres e elencar os recursos fisioterapêuticos destinados à reparação das disfunções genitais e da estética íntima para a melhora da autoimagem, autoestima e saúde sexual. Trata-se de uma revisão integrativa, cujas buscas foram realizadas nas bases de dados Lilacs, PubMed, Scopus, PEDRo e Web of Science, somando 501 estudos. Após a leitura dos títulos e resumos, os artigos foram submetidos à análise qualitativa e metodológica. Ao final, compuseram a amostra da presente revisão 4 artigos com níveis de evidência variando entre 4A e 6B. Os estudos sugerem que a AIGN é preditora de disfunções sexuais, sendo as mulheres mais jovens, que referem insatisfação com o próprio corpo e com pouca ou nenhuma atividade sexual, as mais propensas a apresentar prejuízos à função e satisfação sexual. Dentre os recursos fisioterapêuticos, descritos como terapêuticas promissoras no tratamento das disfunções do assoalho pélvico estão os exercícios de contração dos músculos do assoalho pélvico, a eletroestimulação e o biofeedback, já para as AIGN, o microagulhamento e a radiofrequência. Recomenda-se que profissionais envolvidos na atenção à saúde da mulher, investiguem a presença de queixas em relação à função e satisfação sexual, como também sua associação com a autopercepção genital, a fim de identificar e intervir precocemente nessas situações, evitando maiores prejuízos à autoestima e à saúde mental.

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Biografia do Autor

Pollyanna Pricila de Santana Vasconcelos, Centro Universitário Brasileiro

Fisioterapeuta graduada pelo Centro Universitário Brasileiro (UNIBRA), Departamento de Fisioterapia, Recife, Pernambuco, Brasil.

Raquel Rayane dos Santos Souza, Centro Universitário Brasileiro

Fisioterapeuta graduada pelo Centro Universitário Brasileiro (UNIBRA), Departamento de Fisioterapia, Recife, Pernambuco, Brasil.

Wagner Henrique dos Santos, Centro Universitário Brasileiro

Fisioterapeuta graduado pelo Centro Universitário Brasileiro (UNIBRA), Departamento de Fisioterapia, Recife, Pernambuco, Brasil.

Josepha Karinne de Oliveira Ferro, Centro Universitário Brasileiro

Fisioterapeuta, docente, mestra em Fisioterapia. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Departamento de Fisioterapia, Recife, Pernambuco, Brasil. 

Renê Ribeiro Soares, Centro Universitário Brasileiro

Fisioterapeuta, docente, especialista em Fisioterapia Pélvica. Centro Universitário Brasileiro (UNIBRA), Departamento de Fisioterapia, Recife, Pernambuco, Brasil. 

Sarah de Souza Mendonça, Centro Universitário Brasileiro

Fisioterapeuta graduada pela Faculdade Integrada do Recife (FIR), com especialização em Saúde Pública na Atenção Básica pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), mestra em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Docente do curso de fisioterapia do Centro Universitário Boa Viagem (UNIFBV) e do Centro Universitário Brasileiro (Unibra).

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Publicado

2021-12-16

Como Citar

Vasconcelos, P. P. de S., Souza, R. R. dos S., Santos, W. H. dos, Ferro, J. K. de O., Soares, R. R., & Mendonça, S. de S. (2021). AUTOIMAGEM GENITAL NEGATIVA COMO PREDITORA DE DISTÚRBIOS SEXUAIS EM MULHERES: POSSIBILIDADES FISIOTERAPÊUTICAS. Revista Brasileira De Sexualidade Humana, 32(2). https://doi.org/10.35919/rbsh.v32i2.976

Edição

Seção

Opinativos e de Revisão