IMPLICAÇÕES DO VAGINISMO NO COTIDIANO DAS MULHERES

  • Isabelle Siqueira Lima
  • Maria Letícia Pereira de Sousa
  • Melissa de Queiroz Carvalho
  • Sandra Rebouças Macedo
Palavras-chave: Vaginismo, Fisioterapia, Autoestima

Resumo

A taxa de incidência do transtorno da dor sexual feminina/vaginismo varia de 11,7% a 42% entre mulheres que apresentam disfunção sexual. Objetivo: descrever implicações do vaginismo no cotidiano das mulheres. Metodologia: estudo de campo, descritivo, transversal e quantitativo, realizado no Grupo de Apoio às Mulheres com Vaginismo, no período de dezembro de 2016 a março de 2017, composto por 51 mulheres diagnosticadas com vaginismo primário. Foram enviados questionários para serem autoaplicados, contendo aspectos biopsicossociais e da função sexual. Resultados: as participantes (n = 51) eram predominantemente da faixa etária de 29 a 39 anos (51%), evangélicas (29%) e de religião não específica (29%), nível superior completo (35%), casadas/em união estável (55%). A maioria associou o vaginismo à educação rígida. Em relação à abordagem profissional, 68% estavam sendo acompanhadas por ginecologistas, 57% por fisioterapeutas pélvicos, 35% estavam em fase de diagnóstico e 37% em tratamento. O intervalo entre as primeiras queixas e o diagnóstico foi de até um ano (45%). A maioria (53%) encontrava-se também insatisfeita com o intervalo entre tratamento e cura. O vaginismo foi associado à baixa autoestima em 47%, e 70% relataram o incentivo do parceiro ao tratamento. A média do total de escore do Female Sexual Function Index foi de 21 (± 8). Conclusão: as mulheres deste estudo apresentaram baixa função sexual, referiram que o vaginismo afeta sua autoestima e relacionaram a disfunção à educação rígida. Também foi identificada a necessidade de uma abordagem profissional mais efetiva, para reduzir o tempo entre as primeiras queixas e a cura.

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Publicado
2020-09-28
Como Citar
Siqueira Lima, I., Pereira de Sousa, M. L., Queiroz Carvalho, M. de, & Rebouças Macedo, S. (2020). IMPLICAÇÕES DO VAGINISMO NO COTIDIANO DAS MULHERES. Revista Brasileira De Sexualidade Humana, 31(1). https://doi.org/10.35919/rbsh.v31i1.58
Seção
Trabalhos de Pesquisa