MASCULINIDADE TÓXICA COMO UMA AUTOAGRESSÃO AO PRÓPRIO HOMEM
DOI:
https://doi.org/10.35919/rbsh.v37.1364Palavras-chave:
Masculinidade Tóxica, Homem, Saúde Mental, Autoagressão, ViolênciaResumo
No presente estudo investigou-se o fenômeno da masculinidade tóxica, buscando compreender os seus impactos psíquicos e sociais na vida das pessoas, em especial na dos próprios homens. Entendida como um conjunto de normas repressivas que moldam a maneira de ser, pensar e agir destinado aos indivíduos masculinos desde a infância, a masculinidade tóxica contribui para a autoagressão dos homens, prejudicando suas relações interpessoais. Por intermédio de uma fundamentação teórica articulada a uma pesquisa de campo, este trabalho exploratório-descritivo de abordagem qualiquantitativa é composto por discussões acerca dos prejuízos do modelo hegemônico patriarcal, sendo averiguados recortes discursivos e comportamentais de 100 homens, por meio de um formulário digital. Os resultados indicaram diferentes percepções dos participantes sobre a temática e suas experiências pessoais, além de que todos são atravessados pelas narrativas de gênero em algum nível, mesmo que mais ou menos conscientes da problemática. Atesta-se que a masculinidade tóxica não apenas sustenta estruturas de violência, mas também compromete a saúde mental dos homens, reforçando a necessidade de práticas mais autênticas e saudáveis de vivência da masculinidade.
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