DES(IDEALIZANDO)

Autores

  • Maria do Amparo Rocha Caridade

DOI:

https://doi.org/10.35919/rbsh.v21i1.263

Palavras-chave:

Paixão, Relação amorosa, Prazer

Resumo

Des-idealizar é trazer a experiência do plano divino para o humano. Divinizar o outro ou a relação é próprio do estar apaixonado, mas não permanecemos indefinidamente nesse estado. O cotidiano abranda o fogo da paixão e eis-nos de volta ao real, à luta pela sustentação da qualidade da relação. Algo que supõe mais uma forma cuidadosa de manutenção da chama do que a satisfação impulsiva do desejo incontrolável, próprio do estar apaixonado. Paixão é um estado maravilhoso e provisório. Vivências apaixonadas são experiências que integram projetos de felicidade. Na trajetória amorosa, como em tudo, desejamos a felicidade. Mas, ela não é previsível, controlável, não a possuímos, dela não nos apropriamos. Ela não é do tamanho do nosso sonho. Realisticamente, a felicidade não existe em si mesma. O que dela conhecemos são os momentos felizes que conseguimos viver – momentos que são metáforas do admirável.

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Publicado

2020-04-16

Como Citar

do Amparo Rocha Caridade, M. . (2020). DES(IDEALIZANDO) . Revista Brasileira De Sexualidade Humana, 21(1). https://doi.org/10.35919/rbsh.v21i1.263

Edição

Seção

SEXUALIDADE: CORPO E METÁFORA

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