SEXO, GÉNERO Y IDENTIDAD DE GÉNERO
CONOCIMIENTOS Y REPRESENTACIONES SOCIALES DE PROFESIONALES DE LA SALUD EN LA ATENCIÓN A PERSONAS TRANSEXUALES Y TRAVESTIS EN HOSPITALIZACIÓN PSIQUIÁTRICA
DOI:
https://doi.org/10.35919/rbsh.v36.1308Palabras clave:
Identidad de Género, Transexualidad, Representaciones Sociales, Atención en SaludResumen
Las hospitalizaciones psiquiátricas de personas transexuales y travestis siguen operando en un terreno ambiguo — o tal vez, fracturado. Se habla de cuidado, pero lo que se practica es exclusión; se invoca la integralidad, pero el gesto no alcanza lo que se desvía. Aún hoy, entre paredes que prometen acogida, lo que pulsa es la repetición: miradas que clasifican antes de escuchar, protocolos que no saben dónde ubicar un nombre que no encaja. En este estudio — realizado con 15 profesionales de un hospital del Sistema Único de Salud (SUS) brasileño — no se buscó juicio, sino escucha. Y lo que emergió fue ruido. Los discursos, recogidos y analizados mediante el método del Discurso del Sujeto Colectivo, no mienten: entre avances normativos y prácticas inerciales, lo que surge es tensión. Entre lo que se sabe decir y lo que se insiste en negar. La identidad no es un concepto: es presencia. Y cuando esa presencia es desautorizada, ni el cuidado sobrevive intacto. No basta con formación. Hace falta desaprender el gesto de excluir — incluso cuando se disfraza de técnica.
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