ENTRE INTERESSE E TRANSTORNO

O QUE OS INSTRUMENTOS REALMENTE MEDEM NA AVALIAÇÃO DE PARAFILIAS? UMA REVISÃO DE ESCOPO

Autores

  • Felício de Freitas Netto Universidade Estadual de Ponta Grossa https://orcid.org/0000-0002-1274-1979
  • Larissa Boiko Universidade Estadual de Ponta Grossa
  • Tatiana Menezes Garcia Cordeiro Universidade Estadual de Ponta Grossa https://orcid.org/0000-0002-9027-320X
  • Ricardo Zanetti Gomes Universidade Estadual de Ponta Grossa

DOI:

https://doi.org/10.35919/rbsh.v37.1383

Palavras-chave:

Transtornos parafílicos, Psicometria, Revisão de escopo

Resumo

Introdução: A distinção entre parafilia e transtorno parafílico, consolidada no DSM-5, exige avaliação criteriosa para evitar tanto patologização indevida quanto negligência clínica. Contudo, os instrumentos disponíveis diferem quanto ao constructo, contexto e robustez psicométrica. Objetivo: Mapear e caracterizar instrumentos padronizados utilizados na avaliação de parafilias e transtornos parafílicos em adultos. Métodos: Realizou-se revisão de escopo, orientada pelo modelo PCC, com busca nas bases PubMed/MEDLINE e BVS, sem restrição temporal e com inclusão de estudos em português, inglês e espanhol. Foram elegíveis pesquisas de desenvolvimento, adaptação ou validação de instrumentos padronizados voltados à mensuração de parafilias ou transtornos parafílicos em adultos. Excluíram-se medidas exclusivamente psicofisiológicas ou indiretas. A seleção ocorreu em duas etapas, por avaliadores independentes, com síntese descritiva por instrumento único. Resultados: Dos 1.696 registros identificados, 10 estudos foram incluídos, todos provenientes do PubMed/MEDLINE. Identificaram-se dois grupos principais: instrumentos de autorrelato, voltados à mensuração dimensional de interesses e traços; e escalas baseadas em registros, aplicadas, sobretudo, em contextos forenses. As evidências psicométricas mais frequentes envolveram análise de estrutura interna, invariância e validade por critério, com variabilidade na descrição de confiabilidade e aplicabilidade clínica. Observou-se ausência de instrumentos elegíveis indexados na BVS. Conclusão: A mensuração de parafilias organiza-se em modelo complementar entre autorrelato e escalas baseadas em registros, persistindo lacunas quanto à padronização e disponibilidade de instrumentos adaptados ao contexto brasileiro.

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Biografia do Autor

Felício de Freitas Netto, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Especialização. Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Medicina, Ponta Grossa, Brasil. 

Larissa Boiko, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Graduação. Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Medicina, Ponta Grossa, Brasil.

Tatiana Menezes Garcia Cordeiro, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Mestrado. Professora Assistente. Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Medicina, Ponta Grossa, Brasil.

Ricardo Zanetti Gomes, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutorado. Professor Associado. Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Medicina, Ponta Grossa, Brasil. 

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Publicado

2026-08-23

Como Citar

Freitas Netto, F. de, Boiko, L., Cordeiro, T. M. G., & Gomes, R. Z. (2026). ENTRE INTERESSE E TRANSTORNO: O QUE OS INSTRUMENTOS REALMENTE MEDEM NA AVALIAÇÃO DE PARAFILIAS? UMA REVISÃO DE ESCOPO. Revista Brasileira De Sexualidade Humana, 37, 1383. https://doi.org/10.35919/rbsh.v37.1383

Edição

Seção

Revisão Sistemática, Integrativa e de Escopo